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Diversidade de Yersinia enterocolitica nos matadouros franceses

É importante estudar a diversidade das estirpes de Yersinia enterocolitica com a finalidade de compreender melhor o risco que representam para os seres humanos.

4ª feira 28 Março 2018 (há 3 meses 25 dias)
RePaixao

A yersiniose é uma doença humana devida, principalmente, à ingestão de carne de porco crua ou pouco cozida contaminada com Yersinia e, sobretudo, com a espécie Yersinia enterocolitica. Dado que 74,3% dos lotes de porcos nos matadouros de França são portadores de Y. enterocolitica, considerou-se importante estudar a diversidade destas estirpes para compreender melhor o risco que representam para os seres humanos. Um inquérito realizado em 2009 num matadouro (A1) e em 2010-2011 em 16 matadouros (A1- A16) estabeleceu uma colecção de estirpes de Y. enterocolitica representativas das estirpes suínas encontradas em França.

De entre estas estirpes, 316 estirpes isoladas em 2009 no matadouro A1 e 64 estirpes isoladas em 2010 nos matadouros A1 e A2 foram biotipadas e caracterizadas geneticamente pelos seus genes de virulência e o seu perfil Xba1 - PFGE. Através de PCR detectou-se o gene de virulência cromossómica que codifica uma adesina (ail), uma enterotoxina (ystA) e fimbriae (myfA) bem como a presença do plasmido de virulência (pYV). Os perfis de PFGE das estirpes determinaram-se com a enzima de restrição XbaI. O biotipo 4, responsável pela maioria dos casos clínicos em humanos, representou 89,5% das estirpes e o biotipo 3 apenas 8,5%. Identificaram-se 12 perfiis de PFGE com um comum para ambos os anos do inquérito e para os dois matadouros. Contudo, sete novos perfiis de PFGE apareceram em 2010 e quatro observados em 2009 estavam ausentes em 2010. Entre as 380 estirpes, 88,1% tinham todos os genes de virulência analisados. Este perfil de virulência foi detectado para os dois biotipos. Algumas estirpes (11,8%) não tinham o plasmido.

Os resultados do estudo revelaram que a população de Y. enterocolitica no porco pode modifica-se com o tempo e que as estirpes têm a capacidade de infectar os seres humanos.

Pierre Raymond , Annie Labbe, Marc Fondrevez, Catherine Houdayer, Martine Denis, Emilie Esnault. Diversity of Yersinia enterocolitica in French slaughterhouses. 49e Journées de la Recherche Porcine.

Comentários ao artigo

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RePaixaoVeterinário29-Mar-2018 (há 3 meses 24 dias)

Olá,
fiz meu doutorado com Listeria monocytogenes e Yersinia enterocolitica, bem como no trabalho aqui exposto.
comparei inclusive com estirpes de humanos, de 30anos antes, e algumas se mantem estáveis. O que não entendo é como ainda não se provou a transmissão direta (em um surto ou caso) para os humanos.
Quem sabe um dia algum grupo consiga!

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