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Mistura de animais como factor de stress sobre biomarcadores da autofagia e stress oxidativo

A  vigilância da evolução dos principais biomarcadores da autofagia e a defesa antioxidante do músculo no tecido muscular nas primeiras 24 h postmortem pode ajudar a detectar o stress dos animais

6ª feira 17 Junho 2016 (há 2 anos 1 meses 6 dias)

O objectivo deste trabalho foi estudar a evolução postmortem dos biomarcadores potenciais de autofagia (Beclin 1, tasa LC3-II/LC3-I) e o stress oxidativo (actividade antioxidante total, AAT; actividade superóxido dismutase, SOD e actividade catalase, CAT) no músculo Longissimus dorsi de porcos inteiros ((Large White×Landrace)×Duroc) sujeitos a diferentes tratamentos de maneio que possam promover o stress, como a mistura de animais desconhecidos na exploração e/ou durante o transporte e estabulação antes do abate.

 

Na exploração, cinco animais nunca foram misturados após a formação inicial dos grupos experimentais (grupo não misturado na exploração, NMG), enquanto que 10 animais foram misturados com animais que não conheciam  (grupo misturado na exploração, MG). Além disso, foram utilizados 2 tratamentos diferentes durante o transporte e estabulação antes do abate: 10 porcos não foram misturados (grupo não misturado durante o transporte e estabulação, NMTE), enquanto que 5 porcos foram misturados com animais que não conheciam no camião e durante a estabulação (grupo misturado durante o transporte e estabulação, MTE). Estes tratamentos de mistura foram combinados em 3 tratamentos antes do abate - chamados, NMG-NMTE, MG-NMTE e MG-MTE.

Os resultados mostram que MG-NMTE e MG-MTE aumentaram significativamente a defesa antioxidante do músculo (AAT, SOD e CAT) em periodos curtos postmortem (4 e 8 h), seguidos por uma diminuição precoce da actividade antioxidante às 24 h postmortem. Também se observou que misturar animais que não se conhecem, tanto na exploração como durante o transporte e estabulação, desencadeia autofagia postmortem do músculo, mostrando um activação precoce (maior expressão de Beclin 1 e a taxa LC3-II/LC3-I às 4 h postmortem seguido de um padrão decrescente desta taxa nas primeiras 24 h postmortem) no tecido muscular dos animais dos grupos MG-NMTE e MG-MTE, como estratégia adaptativa das células musculares para contrabalançar o stress induzido.

A partir destes resultados, propõe-se que a vigilância da evolução dos principais biomarcadores da autofagia (Beclin 1, tasa LC3-II/LC3-I) e a defesa antioxidante do músculo (AAT, SOD, CAT) no tecido muscular nas primeiras 24 h postmortem pode ajudar a detectar o stress dos animais e o seu potencial efeito sobre o metabolismo muscular postmortem.

A. Rubio-González, Y. Potes, D. Illán-Rodríguez, I. Vega-Naredo, V. Sierra, B. Caballero, E. Fàbrega, A. Velarde, A. Dalmau, M. Oliván and A. Coto-Montes. Effect of animal mixing as a stressor on biomarkers of autophagy and oxidative stress during pig muscle maturation. Animal/Volume 9/Issue 07/July 2015, pp 1188-1194.
Doi:10.1017/S1751731115000518

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