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Relatório UE sobre tendências, fontes de zoonoses, agentes zoonóticos e surtos de doenças alimentares

Este relatório da EFSA (Agência Europeia de Segurança Alimentar) e ECDC (Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças) apresenta os resultados das actividades de vigilância de zoonoses realizadas ao longo de 2015 em 32 países europeus (28 Estados Membros e 4 Estados Não Membros).

4ª feira 16 Agosto 2017 (há 2 meses 2 dias)

Este relatório da EFSA (Agência Europeia de Segurança Alimentar) e ECDC (Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças) apresenta os resultados das actividades de vigilância de zoonoses realizadas ao longo de 2015 em 32 países europeus (28 Estados Membros e 4 Estados Não Membros).

A campilobacteriose foi a zooonose mais frequentemente reportada (229.213 casos), pelo que continua a ser a doença transmitida pelos alimentos mais frequente na UE, com uma tendência crescente desde 2008. O Campylobacter encontra-se principalmente nofrango.

No que diz respeito às salmoneloses, segunda doença mais frequentemente transmitida pelos alimentos na UE, em 2015 foram notificados 94.625 casos, com que pressupõe um ligeiro aumento (1,9%) relativamente a 2014 (92.007 casos). O aumento observado nos últimos dos anos deve-se, em parte, à melhoria na vigilância e métodos diagnósticos. De referir a tendência significativamente decrescente de casos confirmados desde 2008, ainda que a proporção de casos por Salmonella enteritidis tenha aumentado. A maioria dos Estados Membros cumpriram os objectivos de redução de Salmonella para as aves de capoeira, principal fonte de infecção.

Apesar da significativa tendência crescente desde 2008, o número de casos de listeriose estabilizou em 2015.A Listeria monocytogenes rara vez superou o limite de segurança alimentar da UE nos alimentos prontos para el consumo. A doença afectou cerca de 2.200 pessoas, causando 270 mortes, o número mais elevado reportado na UE. A proporção de casos em pessoas de mais de 64 anos aumentou de maneira constante, de 56% em 2008 a 64% em 2015.

Em relação à yersiniosis, continua a tendência decrescente na UE desde 2008. As descobertas positivas para Yersinia foram notificadas principalmente na carne de porco e os seus produtos.

O número de casos confirmados por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) foi similar ao de 2014. A carne de rumiantes foi o alimento em que foi notificada STEC com maior frequência.

Em 2015 foram notificados um total de 4.362 surtos de doenças transmitidas pelos alimentos (incluída a água). As bactérias foram os agentes causadores que foram detectados com mais frequência, seguidos de toxinas bacterianas, vírus e parasitas. O agente causador foi desconhecido em 33,5% dos surtos. Da mesma forma que em anos anteriores, a Salmonella nos ovos continuou a representar a combinação mais alta de agente de risco/alimento.

O relatório resume, além disso, as tendências e fontes de tuberculose causada por Mycobacterium bovis, Brucella, Trichinella, Echinococcus, Toxoplasma, raiva, Coxiella burnetii (febre Q), vírus do Nilo Ocidental e tularemia.

EFSA (European Food Safety Authority) and ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), 2016. The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents and food-borne outbreaks in 2015. EFSA Journal 2016;14(12):4634, 231 pp.
doi:10.2903/j.efsa.2016.4634

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