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Prevê-se uma diminuição marginal na produção mundial de carne de porco

Prevê-se que a produção mundial de carne de porco no ano 2016 diminua ligeiramente, - 0,7% para os 116,4 milhões de toneladas, registando assim um segundo ano de virtual estancamento.

2ª feira 20 Junho 2016 (há 2 anos 3 meses 1 dias)

Segundo a FAO, prevê-se que a produção mundial de carne estanque em volta dos 321 milhões de toneladas em 2016. Prevê-se um certo crescimento para as aves, seguido pela carne bovina e ovina, enquanto que a produção de carne de porco poderá diminuir. Espera-se que o comércio mundial de carne recupere, ao crescer 2,8% para os 30,6 milhões de toneladas.

  • Produção: Prevê-se que a produção mundial de carne de porco no ano 2016 diminua ligeiramente, - 0,7% para os 116,4 milhões de toneladas, registando assim um segundo ano de virtual estancamento. Tal como em 2015, a menor produção an China, que representa quase a metade do total mundial, é a principal razão para a desaceleração. Uma relação preço do porco-ração desfavorável no país e as novas regulamentações ambientais provocaram a redução do efectivo de reprodutoras e a paragem do  crescimento. Prevê-se que a produção da China seja de 54 milhões de toneladas, menos 2,5% relativamente ao ano anterior. Noutras partes da Ásia, Filipinas e Vietname poderá aumentar a produção. Além disso, a produção no Japão e a República da Coreia pode também crescer já que a produção recupera dos focos de Diarreia Epidémica Suína (DES), o que reduziu o número de leitões nos dois anos anteriores. A recuperação dos efeitos da DES foi mais rápida nos Estados Unidos, onde se prevê um segundo ano de crescimento, com uma produção que poderá aumentar 1,9% e atingir um record de 11,3 milhões de toneladas. A produção no México também continua a  recuperar, após um surto de DES em 2014, e que pode aumentar 2% em 2016 para as 1,3 milhões de toneladas. Em ambos países, os baixos preços das rações ajudaram a este aumento. Noutras zonas da América prevê-se que, com uns custos de alimentação favoráveis, impulsionem a produção no Canadá e no Brasil. Na Federação Russa, o ritmo de crescimento da produção de carne de porco poderá acelerar-se, devido ao investimento e à crescente importância das explorações de grande tamanho. Entretanto, espera-se que a produção da UE caia ligeiramente, 0,3% para os 23,3 milhões de toneladas, como consequência de uma descida no número de mães.
  • Comércio: prevê-se que o comércio de carne de porco em 2016 experimente um segundo ano de crescimento, aumentando 4,4% para 7,5 milhões de toneladas, um nível record. Os preços internacionais mais baixos estimularam o comércio. Em Maio de 2016, os preços médios de exportação encontravam-se 11% abaixo do ano anterior e quase 33% inferiores aos de Maio de 2014. Para a maioria dos principais países importadores espera-se um aumento dos seus níveis de compras, incluindo o México, a China, a Federação Russa, os Estados Unidos, o Japão, a República da Coreia e a Austrália. O aumento da procura seria mais que suficiente para compensar a diminuição das importações previstas pelo Canadá, Vietnam e Colômbia. Em resposta à crescente procura, prevê-se que os envios por parte da maioria dos principais países exportadores aumente em 2016. Pronostica-se que a América lidere as exportações graças à rápida recuperação após a DES nos Estados Unidos, Canadá e México e com os preços favoráveis das rações em geral em todos os países, incluindo o Brasil. Para a UE prevê-se um maior aumento das vendas, sobre a base do crescimento acontecidos em 2015. Os exportadores da UE souberam sobrepor-se ao embargo da Federação Russa iniciado em 2014 mediante a procura de mercados alternativos como a Ásia, especialmente China. Pelo contrário, o Brasil, que não estava sujeito à proibição, experimentou um aumento substancial das exportações para a Federação Russa, que poderá representar metade das vendas externas de carne de porco do Brasil em 2016.

Junho 2016/ FAO-Food Outlook.
http://www.fao.org

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